O mundo real e virtual pra mim, são diferentes e complementares.
O virtual reflete o real e sem o real ele não existiria. No mundo virtual podemos ao escrever nossos textos, ser quem quisermos.Podemos mostrar nossa alma, sangrar por trás de um personagem, criar um codinome e falar tudo o que como "pessoa física" talvez não fizéssemos.
As vezes conversamos com personagens fictícios ou ouvimos histórias de vida passadas à limpo onde não se mente propriamente, mas se omite detalhes. Não são propriamente mentiras, apenas verdades ditas pela metade, deixando reticências que podem deixar quem lê ir em diferentes direções.
Já me acostumei a desconfiar que talvez do outro lado esteja um nobre cansado disfarçado de estivador ou uma dona de casa entediada, brincando de ser princesa.Não me importa, as fantasias também revelam muito de quem as veste.
Admiro demais as pessoas que conseguem deixar quem está do outro lado vê-los como de fato são.
As vezes eu sinto que encontrei algumas pessoas assim, mas não é sempre.
Aos que me deixam em dúvida se são gordos ou magros, belos ou feios, ricos ou pobres, felizes ou infelizes, entendo a minha dúvida como o limite que essa pessoa colocou como a distância que não quer que seja transposta, então fico na minha... dúvida.
Se alguém me diz, gosto ou não gosto do meu trabalho, embora fique curiosa, não pergunto o que essa pessoa faz pois acredito que se quisesse que eu soubesse ela mesma diria o que faz.
Se uma pessoa diz que vai a academia três vezes por semana fico me perguntando, mas por quê? Será que é pra manter um corpão ou na tentaiva de perder uns quilos a mais?
Toda essa introdução pra falar que terminei de ler Julie e Julia e ao terminar disse adeus, principalmente a Julie porque no livro que eu lí ela estava mais próxima de mim do que Julia Child.
Julie Powel cozinhou, falou muitos palavrões e bebeu muito entre as receitas.Julia Child se revelou menos, sendo mencionada como pausas entre a história da protagonista.
Julie Child, assim como eu passou por uma escola de cozinha onde descobriu sua paixão, sua razão de ser, escreveu livros de receitas e fez programas de TV que estreiou no ano em que eu nascí e saiu do ar quando meu companheiro estava com 5 anos de idade.
Da escola de cozinha que frequentei só me restou a certeza de que eu adorava cozinhar,mas de forma amadora mesmo. Adoro abrir a geladeira e improvisar e quanto menos melhor.
Julia Child estudou na Cordon Bleu e eu ingenuamente achei que estava indo pra lá e bota ingenuamente nisso....rsrsr
Gosto da comida caseira,sem frescura e dou parabéns a quem tem o dom de transformar um prato numa obra de arte , exceto quando chega a descambar pro lado da futilidade.
Será que um dia ainda vou contar aquí as minha experiências na escola? Hum, não sei se vou querer relembrar dos bastidores gastronômicos....rsrsr
Li uma matéria com meu "inglês" que Julie Powell está lançando seu segundo livro.Alguma coisa sobre o casamento dela e um curso focado na parte de açougue.Ah meu Deus!Me desculpe Julie, mas se for verdade, nesse livro eu vou dar pim.
Bem, me desculpem se as informações que passo são imprecisas porque o meu inglês é assim "mim ter lido três textos ao mesmo tempo enquanto mim fazer outras coisas.A gente está fica fazendo tudo errado...rsrsr"
Também ví que alguém mencionou num post o fato dela ter traído o marido.Não me lembro de ter lido isso.
Já mencionei em outro post sobre o livro que algumas coisas me chocaram e naquela ocasião eu não sabia "da missa a metade"...rsrsr
Uma das coisas que eu admiro em Julie é a franqueza que nos deixou ver coisas que, eu aquí confesso, não diria nem que me pendurassem de ponta cabeça.
De qualquer forma eu gostei porque ela consegue guardar surpresinhas até o finalzinho do livro.
Assim como ela cozinhou com Julia Child, que acabou se transformando numa amiga invisível eu passei as últimas semanas com Julie.
Ficou um gosto de quero mais quando o livro terminou.Se dependesse da minha vontade eu o teria lido em três dias, mas muitas coisas aconteceram no mundo real que me fizeram desacelerar a leitura e foi melhor assim porque passei mais tempo com ela.
É difícil fechar um livro quando voce está gostando. A vista está cansada, mas a cabeça fica lá tentando virar mais uma página....rsrsr
Julie Powel revela o segredo do sucesso dela lá nas últimas páginas.
Bom Julie, o que voce encontrou eu ainda não encontrei, mas entendí perfeitamente seu recado.
Espero conseguir porque, ontem enquanto terminava de ler o livro, coincidentemente aconteceu uma coisa que poderia me fazer chorar, me descabelar, mas ao contrário disso só me fez passar o resto da tarde limpando a geladeira, aproveitando um dia de sol que precede um dia de chuva pra pôr as roupas em dia, me dedicar a algumas acabativas e separando roupas.Sabe aquele momento em que voce olha pras coisas com aquela cara de ou "dá ou desce"?
Encarei a verdade de frente, mas não chorei nem fugí, simplesmente reconhecí e disse mentalmente "tem toda razão, então não perca isso de vista e vá em frente."Parece promessa de fim de ano, mas não é.